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>EXEMPLO 1
O QUE SE PODE APRENDER DE UM QUADRO?
A compreensão de mudanças de estilo num pintor PICASSO para a figuração abstração de KANDINSKY. Para ajudar usamos a noção de símbolo. Os alunos tinham aprendido que estilo podia ser a maneira de pintar. As mudanças vinham porque eles haviam aprendido a pintar melhor. Pra seguir nesta linha inicial de raciocínio usamos ainda:
(Picasso e Kandinsky)
Salvador Dali (Ângelus arquitetônico de Millet) e Paul Klee. Lançamos três perguntas a serem respondidas por escrito. O que foi pintado? Do que falam as obras? O que podemos estudar e aprender de um quadro?
(Salvador dalí, Paul Klee)
A primeira de caráter mais imaginativo e exploratório, a segunda tentando buscar o contexto dos quadros, sobre o que realmente eles podem estar falando. A terceira de caráter mais profundo busca que os alunos perguntem-se sobre o que a arte de quadros pode trazer para eles. Inicialmente é complicado, parece que os alunos não entendem que um quadro pode falar. Eles dizem que vêem ou imaginam, mas não visualizam a “fala”. A partir das respostas, demo-nos conta de que nos falta informação, documentação e instrumentos para poder interpretar.
Assim, buscamos analises sobre o autor, suas inspirações, vida...
Após as leituras retornamos aos quadros. Já sabíamos quem era Millet e tínhamos lido uma interpretação do quadro em que Dali se inspirou. Ampliamos as possibilidades de aprendizagem e lhes perguntamos, diante da reprodução do quadro de Millet: por que acham que estão rezando e estão tristes?
O trabalho ficou em constante pesquisa e retorno a obra.
AVALIAÇÃO
Para que tomassem consciência do que haviam aprendido, foi pedido que comparassem o que haviam dito no inicio do processo com o que pensavam no final. Também fizeram sua versão para Ângelus de Millet. As professoras também aprenderam e relataram no texto.
CRÍTICA AOS FUNCIONáRIOS DE MUSEUS E EDUCADORES
É curioso que muitos adultos se surpreendam com o que os meninos e as meninas “sabem”, mas que insistam que não deva ensinar-lhes conceitos, noções novas. Quanta negação das possibilidades dos alunos de aprender dominam muitos educadores e responsáveis por museus! Quantos estereótipos sobre a expressividade e a percepção regem as concepções sobre a educação artística de muitos adultos! Quão pouco se leva em conta o conhecimento acumulado na pesquisa e em múltiplas experiências e projetos sobre o que os adultos possam aprender!
EXEMPLO 2
APRENDER A VER PARA APRENDER A INTERPRETAR O MEIO
Abordar o meio urbano como referência para a educação artística é uma linha de trabalhos freqüente em outros países. Com a finalidade de ensinar a olhar esteticamente, aprender a utilizar procedimentos de representação e interpretação do meio e valorizar as intervenções ambientais. Nesse enfoque de estabelecimentos de relações com o meio, parte-se da necessidade de educativa, apresentou-se aos alunos da turma de sexta série de EGB a possibilidade de realizar um projeto sobre Arte no meio urbano. A finalidade principal desse projeto era que os alunos começassem a adquirir uma postura mais participativa e criativa no momento de decidir sobre seu meio. A reflexão estética constitui o veículo para alcançar esse objetivo.
Observando trabalhos de Capel e Muntanõla (1981 e 1984) que organizam o tema em eixos:
- O reconhecimento de sintomas no meio, o que implica aprender a ler e escrever o meio urbano ou natural.
- Realizar diagnósticos, desenvolver senso de valorização do meio.
- Prescrições ou transformações do meio pelas quais se possa evidenciar o tipo de conhecimentos.
O projeto inglês mencionado, intitulado arte no meio urbano (Adams, 1980-1982-1984) pode ser um exemplo.
OS DIFERENTES SENTIDOS DO MEIO NA EDUCAÇÃO
Vai além da carência ou negatividade: os estudantes não tem uma experiência válida do que lhes cerca portanto, é necessário ensinar-lhes tudo o que diz respeito à formação de seus conhecimentos sobre o meio.
Chombaart de Lauwe (1977) os alunos não tem uma imagem e uma experiência do meio. No entanto, o meio, na educação, costuma aparecer como algo externo que se deve conhecer, tal como acontece com a matemática ou a história, e não se costuma levar em conta que já esteja incorporação à história de cada um, fazendo parte de suas vivências e experiências pessoais.
As intenções do projeto
Objetivos gerais e específicos:
- Aplicar os conhecimentos derivados, da arquitetura, da psicologia ambiental, e do paisagismo, ao desenvolvimento de um projeto de trabalho.
- Aprofundar no sentido da atitude globalizadora que se reflete na organização do currículo por projeções.
Os alunos devem sair do bloqueio do “não sei desenhar” para se posicionarem diante do meio em que habitam.
Assim segundo Adams (1989)
- Percepção
- Análise
- Avaliação
- Projetar modelos
- Tomada de decisões
Tiram fotos do meio para relacionar com os desenhos. Separam-se as mesmas por diferentes classificações: cores, função dos objetos, natureza, aspectos sociais, vinculação causal, utilização de conceitos. O bloqueio foi sendo derrubado com auxilio dos alunos do Belas Artes que usaram do procedimento esboços naturais.
Após as férias de fim de ano, relacionaram com figuras de revistas o que fizeram no período de pausa.
EXEMPLO 3
POR QUE A ARTE SE TRANSFORMA?
Até aqui, mostramos a primeira parte da conversa que reflete o tipo de aula. Uma aula em que o diálogo é um dos mediadores da aprendizagem. Essa conversa revela como os alunos se relacionam com o conhecimento artístico. Não é, um falar por falar. Nesse caso, oferece-se o ponto de partida que centrará a idéia-chave do projeto: a noção de mudança e sua explicação na esfera da Arte.
Trabalharam Filosofia e Educação Artística.
Por que a arte se transforma
- A história da Arte:
- O que é arte?
- O futuro de Arte
O que nos leva a refletir sobre a idéia-chave, o problema a ser pesquisado no projeto.
Essa pergunta permitia que se encontra-se um tema compartilhado e apresentado pelos alunos.
Os alunos elaboraram um mapa em aula. Surgem os problemas, o principal a inspiração para poder realizar o projeto. Após foi escrito novo mapa.
As afirmação dos alunos foram organizadas por temas.
- Definição de Arte
- O papel da arte e dos artistas
- O papel dos artistas jovens
- O reconhecimento dos outros
- A evolução da arte
- A evolução da sociedade
Comecei a encontrar o que poderia dizer. A professora destaca a diferença entre o que podemos aprender sozinhos e com os outros. Combina-se trazer, para a próxima sessão, informações que permitem ir abordando os itens e as perguntas do sumário. Também se decide preparar uma entrevista sobre alguns aspectos que não aparecem nos livros e vídeos que foram recolhidos.
Com esses três documentos (a conversa, o sumário e a lista das capacidades). Os alunos ainda conseguiram comunicar-se com os estudantes do Belas Artes propondo questionários surgentes da pesquisa. Alguns inclusive disseram nunca terem sido perguntados sobre tais questões. Assim, importante também comunicar aos outros o que sabemos e aprendemos, por meio de murais, transparências.
Lembramos que cada um deveria selecionar uma série de obras que mostrassem a evolução da arte, procurando, além disso, um critério que sustentabilisasse essa seleção. Não foi apenas uma sessão, mas 8 ou 10 horas extras, para selecionar obras, ver cópias, verificar .
Surgiram dentre os alunos três tipos de explicação:
- Espelhos; Alicia traz a exposição que tem o espelho como ator principal. Utiliza desde artifício para aplicar a evolução das obras de arte. O Casal Arnolfini (Van Eick), As Meninas e Vênus do espelho (Velásquez), A camareira de Folies Berger (Manet).
- Encarna traz outro olhar, o fio condutor de sua escolha é que a arte reflete algum aspecto da vida da sociedade dos artistas. A ronda da noite (Rembrandt) As meninas (Velásquez), A escola de desenho natural da Real Academia de Londres (Joham Zaffany). Abordou correntes artísticas, temas descritivos e temas conceituais.
PARA SABER MAIS SOBRE FERNANDO HERNÁNDEZ
Referências Youtube
http://www.youtube.com/watch?v=eVtNBO8WYCg , Conferencia de Fernando Hernández en la Casa Nacional del Bicentenario (Primera Parte)
http://www.youtube.com/watch?v=jT_YdC5wNLY, Fernando Hernandez
http://www.youtube.com/watch?v=NsTlPwTW__s, DIM entrevista Fernando Hernández (UB): Trabajos por Proyectos








Parabéns colega, teu blog está muito bacana.
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